Belém através das canções e videoclipes

Do heavy metal ao tecnobrega: conheça a capital paraense a partir das suas produções e diversidade musical.

Diversidade. Esta é a palavra que marca Belém, com cores, sabores e sensações. Ok, ok, tudo isto você já deve ter visto em qualquer outro texto ou propaganda sobre a cidade. No entanto, o que talvez você não saiba ainda é da diversidade musical da capital paraense, que vai da primeira banda de heavy metal do país, passando por ícones com origem no interior do Estado, até chegar em uma produção urbana, criativa e para ser ouvida em alto e bom som.

Para conhecer melhor esta produção e a cidade, proponho um convite: passearmos por várias canções/ videoclipes que falam da cidade ou mesmo possuem ela como cenário. Preparados?

Para começar, nada melhor que a calmaria e leveza de “Porto Caribe”, de Paulo André Barata…

…E com o “embalo” de Chico Sena, em “Flor do Grão Pará”:

Agora que você que sabe que o Pará é “um país à parte” (basta ver onde fica nossa estrela na bandeira do Brasil…), deve saber que temos inúmeros sons da Amazônia, muitas vezes resultado da mistura das cidades do interior e da capital, como na canção de Mestre Solano…

…Em “Pescador”, na versão do Delinquentes, e no sucesso contemporâneo “No meio do Pitiú”, de Dona Onete:

Neste “país Belém”, como você já deve ter percebido, há espaço para todxs, como o som potente da primeira banda de Heavy Metal do país, mostrando que Belém é sim uma “Metal City”, como já cantava o DNA desde a década de 1980…

Há ainda o tom mais crítico e reflexivo, como a tão famosa “Belém-Pará-Brasil”, da banda Mosaico de Ravena, sempre presente em inúmeras festas na capital…

… E a “leveza gostosa” dos bregas clássicos produzidos por Ted Max e Camila Honda…

Mas, calma, Belém não é feita só de “caprichos e relaxos”, como escreveu Paulo Leminski na década de 1980. É também misteriosa e soturna, como em “Oswald Canibal”, de Henry Burnett ou ainda “Terra Firme”, de Paulo Vieira:

E por falar em Terra Firme, é impossível apresentar a musicalidade de Belém sem citar a produção feita em alguns bairros que fazem questão de destacar a si próprios, como “Guamá Soundsystem”, de Lauvaite Penoso e “Devorados”, sobre a Vila da Barca, da Madame Saatan, ou ainda o “Live In Jurunas”, de Gaby Amarantos:

É, Belém é muito inventiva e criativa, como o som do Strobo, da A Euterpia ou até mesmo nos “gracejos sérios” da Leona (ela mesma!), a “assassina vingativa”:

Apesar dos problemas na cidade, como há em qualquer outra localidade do país, Belém segue também marcada pela “Fé festiva”, retratada na canção “Vela”, da Madame Saatan, atraindo a todos que a conhecem seja com o tom conquistador de Wanderley Andrade, sejam com suas belezas e hábitos, como os que encantaram o baiano Lucas Santtana para cantar sobre a capital paraense…

Com seus encantos, Belém desperta paixões intensas e afasta os “Amores de Promoção”. Quando você menos perceber, estará voando para dançar um “Carimbó” ou com saudade “da terrinha”. É, Belém é cidade apaixonante e em uma velocidade bem diferente, a “Velocidade do Eletro”, que une todas as galeras!

E aí, vai deixar de conhecer Belém e vir pro Intercom?

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Texto: Enderson Oliveira é jornalista, professor, mestre em Ciências Sociais e doutorando em Sociologia e Antropologia.

Núcleo de Inovação e Tecnologias Aplicadas a Ensino e Extensão – NITAE2 | Universidade Federal do Pará | Belém-PA.